sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Trás da Ponte - Farmácia Godinho

Largo da Igreja,nº 51 farmácia Godinho, única existente em
Trásdaponte a funcionar desde as primeiras déc. do séc. XX.
No 1º andar por cima da farmácia,morou o Sr. Manuel Nunes,
também conhecido como Manuel "vai-te-vai-te",operário
corticeiro na Mundet e dirigente associativo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Trás da Ponte - Timbre Seixalense


Repetimos hoje o post publicado no dia 2 de Janeiro de 2012,
que por motivos técnicos foi removido do blogue.

Os "reformados" do Grupo Desportivo Trásdaponte,
juntaram-se na Timbre Seixalense num jantar de passagem
do Ano.
Segundo informações houve muita "bubida" e animação
O Trásdaponte deseja-lhes um ano de 2012 cheio
de "Bubidas"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Trás da Ponte - Aniversário

O Trásdaponte faz hoje 1 ano. A todos os que nos visitam,
agradecemos.
Renovamos o pedido,para que nos enviem fotos antigas
relacionadas com o espaço. Cada foto, tem uma estória,
que aqui, poderá ser contada.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Trás da Ponte - Fábrica Mundet

Regressemos à déc. de 40 do séc. XX. O movimento dos
barcos que chegavam ao cais da Mundet em Trásdaponte era
impressionante.Vinham a abarrotar de cortiça em bruto,
que depois era trabalhada na Fábrica. O vai-e-vem das zorras,
atravessando o velho túnel antes da entrada na Fábrica,
era naquele tempo um espectáculo que os miúdos não
podiam perder.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Trás da Ponte - Passeio de barco

Falúa navegando na Baía,concretamente dobrando a
Curva da Timbre.
A foto é de 2009
Clique para ampliar

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 6

Conto "Faz Sentido de Eduardo Palaio
Parte 6 ( última )

... Outra longa pausa, rodou o corpo comprido e foi sentar-se
na cadeira posta por detrás da secretária.Puxou para si o bloco
de folhas de papel e pôs-se a desenhar um bicho esquisito.
- É o "recebido" - continuou sem deixar de tracejar a folha
- é o diferente nosso. O que é preciso é,como você mesmo 
disse que as paredes empurrem as pessoas umas contra as
outras. E se não fôr gato-canário pode ser garça com penas 
nas asas e que tenha no lugar das patas rodas, percebeu?!
- Faz sentido! - respondi.
A demais - continuou o doutor - A demais isso é explicável
pelo facto da orientação cósmica do Seixal ser virada a 
Júpiter - parou um pouco o desenho,levantou a cabeça e
prosseguiu - porque Júpiter em ascendente de Leão está na 
casa de Cassiopeia, entende? Cassiopeia, que é uma constelação
com os seios feitos de muitas estrelas tem, nesta quadratura,
entre as pernas o sol de Cancer. Entende?
Devo ter ficado com cara de estúpido porque ele logo voltou à
carga:
- Não entende, não entende o quê?
- Essa linguagem - atrevi-me - essa linguagem é que...me parece
- gaguejei - me parece, deixe estar não é nada...
- Não é nada!? Fale homem,ia a dizer que lhe parecia...parece-lhe
o quê?
- É a linguagem, as expressões que usa... se calhar é ignorância
minha...
- Fale desembuche! - encorajava-me ele num tom sereno.
- Parece-me mais de astrólogo do que de psiquiatra...de ciência.
Desculpe-me a franqueza - acrescentei embaraçado.
- Não tem de pedir desculpa, o erro foi meu.De facto não me
custa admitir que possa parecer estranho, assim sem mais explicações,
e fazendo uso de uma linguagem um bocado técnica,tanta segurança 
na interpretação do sonho.
- Pois é...e depois essa história de Júpiter...até parece coisa de 
adivinhação saber que sou do Seixal e que o sonho é a propósito
do Seixal, os recalcamentos e...
- Tem outra vez razão, e eu tenho de lhe pedir desculpa de novo
- pôs-se de pé, deu uns passos na direcção da janela com vista para
o Marquês de Pombal e de costas para mim continuou - é que eu
esqueci-me de o informar que embora licenciado pela Faculdade
de Medicina de Lisboa e com pós-graduação na London Medical
and Psychologic Sciences School também sou filho do Seixal.
E dito isto voltou-se para mim, rápido girando sobre os calcanhares,
fitou-me com um olhar malicioso espiando o efeito da revelação
e acrescentou:
- Mais precisamente do Pátio do Genovês onde havia um gato chamado
Fiorino ou Florentino Baltazar do qual se desconfiava que teria nascido
dum ovo: parido por uma gaivota.

                                                   FIM
 


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Trásdaponte - Mercearias 5

Rua Cândido dos Reis nº 144, desde finais da déc. de 30 até
meados da déc. de 50 do séc. XX, foi a mercearia do
José Calqueiro, Zé para os amigos. O Zé, foi corticeiro na
Fábrica Mundet e músico na Timbre Seixalense,fez
parte da famosa Orquestra Jazz " Os Aranhas".
Mais tarde e até à déc. de 80 do mesmo séc. foi
proprietário da mercearia, Francisco Brandão, o "Chico",
de quem já aqui falámos como marçano da mercearia
do Júlio dos Ovos.

Foto de 2011
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Trás da Ponte - Curva da Timbre

Trásdaponte. Curva da Timbre,o Moinho de Maré aqui
tão perto.A grua da Lisnave abandonada, a Torre da
televisão em Monsanto, que um dia será serviço público.

Foto de 2012,clique para ampliar 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense
Elegeu os novos corpos gerentes para 2012

ASSEMBLEIA GERAL
         Presidente...........Rui Jorge Conceição Santos 
         Vice Presid..........Fernando José S.F. Martins
         1º Secretário.......Orlando António D.Tavares
         2º Secretário.......Fernando Manuel P.Santos

                          CONSELHO FISCAL

         Presidente...........Jorge Manuel Fidalgo Dias
         Secretário............Esmeralda Maria M.S.Dias
         Relator................João Manuel Costa Tavares

                                   DIRECÇÃO

         Presidente...........Jacinto Luís T. Sado
         Vice Presid..........João Luís dos Anjos Sado
         Vice Pres.Cult.....Artur Avelar C.Marques
         Tesoureiro...........Nelson Anjos Teotónio
         Tesour.Adjunta...Cláudia Alexandra T.Sado
         Secretária Geral..Ana Isabel Silva R. Inocêncio
         1º Secretário........João Pedro C. Domingues
         Vogal....................José Policarpo Lopes Pereira
         Vogal....................Maria Carolina Rosa C. Domingues
         Vogal....................Fernando Manuel Borronha Pinto
         Vogal....................Pedro Miguel Pereira Martins

O Trásdaponte deseja aos novos dirigentes as maiores felicidades
                       no desempenho das suas funções

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 5

Conto "Faz Sentido" de Eduardo Palaio
Parte 5

...Aqui as paredes não permitem isso,elas sabem tudo
e tudo contam. Tal é a proximidade que é impossível
não se dizer ao novo vizinho coisas como:"já soube que
a criança nasceu bem,ontem ouvio-o,é um menino não é?
É parecido com quem,ah com o avô? Ah sim o avô já
nasceu em Cabo Verde,pois". Ou: "Se precisar de alguma 
coisa é só dizer,mais logo vou ver se arranjo tempo para
ir à capela ajudá-la a passar a noite.Foi do coração, não
foi?...Também a idade que ele tinha...que idade? Olhe que
não parecia..." ou ainda:" ontem viu,reparou no moço que
meteu o golo? Esse moço começou a jogar aqui na nossa 
terra e só nos júniores é que... vêm buscá-los de miúdos
o mesmo sucedeu a um sobrinho meu que jogava no
Desportivo de Beja".
A segunda conversa passa-se na pequena mercearia que
subsiste,ou à volta do balcão da bica-em-pé,:fala-se logo.
Bom dia, da chuva,do trânsito,do hoje à plenário,às 
vezes ainda me confundo com os cêntimos...
E a malta miúda também ajuda; porque se adapta mais
rapidamente.Nunca se encheu a terra de casas, de "fogos"
melhor dizendo,há sempre espaços para jogar à bola.Sai-se
de casa e já se está a brincar.É melhor que a escola.Se a
malta não sai para a rua nunca mais se conhece.Há sempre 
lugar para mais um.Se é gordo vai prá baliza que é o lugar 
que ninguém quer mas de popularidade assegurada.E os 
filhos fazem com que os pais se conheçam.
- Pois, faz sentido - concordou por sua vez o psiquiatra - é o
caso do gato - canário ou do canário - gato,do seu sonho,
que é a simbólica do estranho. Ele afirma-se,gato ou canário
ou as duas coisas juntas como parte do colectivo.Ele afirma-se
identiditariamente como pertencente.É dali e de mais parte
nenhuma.É o adaptado e o adoptado,percebe?

                                         continua
 
 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Mercearias 4

Júlio da Silva Rodrigues,conhecido merceeiro da Rua 1º de
Dezembro nº 19 em Trásdaponte.Conhecida como a
mercearia do "Júlio dos Ovos",alcunha herdada do seu
pai, 1º proprietário da loja.Não havia nada que o Sr. Júlio
não vendesse.A entrada principal na Rua 1º de Dezembro
dava acesso à mercearia propriamente dita,na Rua dos Valentes
existia uma entrada,com acesso a outra sala onde estavam
armazenados todos os produtos de drogaria,tudo era aviado
no balcão da Rua 1º de Dezembro.
Estórias envolvendo o Sr. Júlio e a mercearia existem muitas,
a mais conhecida,talvez, aquela da soma das parcelas, da conta
dos fregueses quando no final da semana recebiam a "féria"
da Mundet,e se apresentavam na mercearia para pagar a conta.
No tempo em que a ida à loja se fazia com muita frequência.
Ou para comprar 1 kg de batatas ou 1dl. de azeite ou
petróleo para o candeeiro, etc., a quantidade de parcelas no
rol dos fiados era bastante grande,na hora da soma,o Sr. Júlio,
não fazia por mal,acredito, o que é certo, é que as datas das
compras vinham incluídas no preço final.
Como todas as mercearias que se prezam,esta também tinha
um marçano,no caso,Francisco Brandão de seu nome,mas
conhecido como o "Chico". O "Chico",boa pessoa,
zangava-se bastante,quando os miúdos da rua lhe dedicaram uma
canção."Chico larico da perna assada comeu uma galinha da
semana passada".
O Sr. Júlio,foi merceeiro nas déc. de 30,40 e 50 do séc. XX. a
sua actividade terminou no fim da déc. de 50,depois de ter
ficado cego. Morreu na déc de 60 do mesmo séc.
O espaço actualmente, está ocupado com um restaurante.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 4

             Conto "Faz Sentido de Eduardo Palaio
                                     Parte 4

... As janelas do autocarro são a revitalização dinâmica
dos vidros da marquise, logo do conjunto urbano do
concelho.Quanto ao bicho,meio canário meio gato,é
"o Ser" peculiar do Seixal.Repare que vocês os três
homens-personagem do sonho-história não manifestam
nenhuma estranheza nem pela presença do bicho nem pela
sua forma extravagante, com penas e pêlo, bico e patas;
significa isso que ser-se do Seixal é coisa diferente e que,
quem venha de fora para ficar, nunca é ser estranhado na
terra e mesmo que se vá embora não é um drama de perda
-o gato que salta para a noite para o não se sabe para onde.
Faz sentido!- pensei- começava a fazer sentido a explicação
do psiquiatra.Lembrei-me então que quando voltava ao
Seixal após longa ausência, encontrava uma população
residente que me era a um tempo desconhecida mas estra-
nhamente familiar também: agora naquelas ruas estreitas
da minha infância a par dos idosos conhecidos - os pais
dos meus amigos - a maior parte daquela gente viera de
fora. Os da minha idade já não habitavam o sítio dos pais,
tiveram outras condições e foram procurar casas mais
confortáveis e modernas nas periferias,no entanto esses
recém-chegados comportavam-se todos como seixaleiros:
os mesmos defeitos e virtudes, plantados nas "ravessas",
pelas tascas, pelos cafés: fizeram-se sócios das colectividades,
parecia que ali tinham nascido,tinham alcunhas e punham alcunhas,
mudavam o voto nas autárquicas para serem como os outros,
e até os ciganos eram mais seixaleiros do que da sua "tribo".
Ora isto só pode ter explicação em perfume-vento que aqui
corra.Da barreira ao rio são cinquenta metros cruzados ao
estendido por quatro ruas,a bem dizer três que a última é a
marginal. E pelo meio os becos e as travessas: estas às vezes
mais largas e então chamam-se Largo da Igreja,Largo da Praça,
das Benzedeiras,isto para os mais velhos: mas no fundo não
passam de atravessas... As paredes,as ruas,as casas que se
defrontam e se encostam.Vive-se em proximidade.Noutros
sítios as pessoas é só trabalho e casa,não se falam só habitam.

                                    continua








domingo, 18 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Pesca Desportiva

Domingo de Maio de 2011 em Trásdaponte.
Concurso de Pesca Desportiva

Clique na foto para ampliar

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - G.D.Mundet


Estamos no inicio da déc. de 60 do séc. XX,mais concretamente
no ano de 1962.No parque Desportivo Mundet os Serviços de
Difusão Sonora, organizavam aos domingos os bailaricos de
fim de tarde.Durante a tarde, a juventude fazia o  aquecimento
para o baile divertindo-se jogando hóquei patins.
Nas fotos,reconhecem-se,o José António Vida,Cunha,Adelino,
José Augusto,Luís Filipe Saúde,Augusto,Canal, José Luís,
Manuel Alfredo,Eugénio,Flaviano,Gino,Hugo etc.
Outros nomes podem ser acrescentados na caixa de comentários.

Fotos cedidas por José António Vida

Clique na foto para ampliar

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Timbre Seixalense

A foto é de 1998,150 anos após a fundação da S. F. D.
Timbre Seixalense,a Banda em ano de aniversário é
composta por jovens,descendentes,quem sabe, dos
 Carpinteiros Navais,Fundadores da TIMBRE.

Clique na foto para ampliar

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Timbre Seixalense

Na Timbre,sempre existiram comissões,
independentes das Direcções da Colectividade,
que se dedicavam a promover várias inicia-
tivas ligadas à cultura. Foram as Comissões
de Biblioteca numa primeira fase,promotoras
das inesquecíveis tardes culturais da Timbre,
com bastante actividade nas déc. de 40 e 50
do séc. XX,em plena noite fascista. Por
algumas vezes as portas da Colectividade
foram encerradas,por ordem da tenebrosa
polícia política Pide.
Nas déc. de 60 e início de 70 do mesmo séc.,
foi o tempo das Comissões Culturais,vieram
os debates sobre os mais variados temas e,
vieram também as feiras do Livro,muito
participadas na época por serem raras.
Problemas com a Pide,também existiram,uma
das iniciativas,teve mesmo que ser cancelada,
depois de algumas ameaças de encerrar a
Colectividade.
Nas Feiras do Livro,participavam várias
Editoras,entre elas, uma que comemora este

ano os 90 anos da sua fundação.
Parabéns SEARA NOVA



domingo, 4 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 3

                                              Conto "Faz Sentido" de Eduardo Palaio
                                                                        Parte 3

... - E por largos períodos, digamos anos, andou a viver longe da sua terra,não é verdade?
-interrogou ignorando a minha perplexidade - Faz sentido, muito interessante - comentou
quando admiti que vivera por períodos fora da terra mãe.
Mais um espaço de silêncio após o que, de rajada, passou a explicar:
- O sonho que você tem tido tem tudo a ver com angústias recalcadas,angústia da ausência
do seu meio natural: o Seixal. O Seixal, pois! Repare que uma marquise ou um estúdio como
lhe aparecem no seu sonho são espaços virados ao exterior,como um sítio ou uma terra qualquer
mas depois vêm os pormenores de identidade como a luz clara e natural - única - e,contraditoria-
mente,um espaço fechado.Já viu que o Seixal é um espaço bem delimitado logo fechado,nesse
sentido; os sapais de Corroios a um lado, poente, todo o rio e as secas a norte - para lá só 
nadando - do nascente mais rio - mais água, e a sul,apertando-vos contra o rio a barreira, a vossa 
montanha,a vossa parede,ocre de saibro e verde escuro de pinheiros mansos.E os ossos e os orgãos
petrificados que outra coisa não são que a referência a um passado presente nas pedras,um passado
querido - daí a alegoria da esposa, do amor - o fígado, o coração ou seja os palácios, as quintas, as
casas antigas,as fábricas,os estaleiros, os barcos; os pulmões - as manchas de pinheiros mansos...
O autocarro : claro que é a transmutação sem perda de identidade, compatível com o progresso e
com a ideia de movimento,daí essa imagem.

                                                                   continua

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Trás da Ponte - G.D.Mundet

Estamos na déc. de 50 do séc. XX.Esta é mais uma das equipas
do G.D.Mundet onde a maioria dos seus elementos são oriun-
dos de Trásdaponte. Da esquerda para a direita em pé:
Fava, Mariano, Zé Leal, Jesuíno (Salustra ).
Em baixo: Heitor, Inácio Moura, Manuel Nunes e por fim Riso.
Clique na foto para ampliar  

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trás da Ponte - "Maltinhas"

Estaleiros em Trásdaponte.A foto representa uma cena apreciada
até à déc. de 50 do séc. XX.
Nesse tempo, era no Seixal que estava instalado o único cinema
do Concelho.Era o tempo dos grandes filmes de acção,
principalmente os Western,também conhecidos como filmes de
Cowboys ou, "Cavalinhos Brancos".
Em dias de "Cavalinhos Brancos" o cinema ficava cheio que
nem um ovo.As "Maltinhas" tinham lugar cativo,as técnicas de
luta que se viam nos filmes,tinham que ser postas em prática no
dia seguinte ou, muitas vezes na própria noite.
A "Maltinha" de Arrentela nesses dias,deslocava-se ao Seixal
e marcava presença no cinema.Vinham a pé e regressavam a
pé a Arrentela, acontece que, na passagem pelo estaleiro,o cerco
estava montado,umas vezes pela "maltinha" de Trásdaponte
outras vezes pela "maltinha" do beco,assim o caminho para Arrentela
ficava limitado entre os barracões do estaleiro e o muro da Fábrica
Mundet.Claro que as pedras e os paus começavam a "chover"
até que os elementos da "maltinha" da Arrentela conseguissem
fugir.
Uma estória dos anos 50, tendo como cenário principal
Trásdaponte

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Trás da Ponte - G.D.Mundet

Estamos no final da déc. de 50 do séc. 20.O treinador é
o Fava e os jovens atletas.Quem os conhece?
Vai uma ajudinha!
Está o Hernâni (bananiha),o Chanoca do Outeiro,
Carlos Alberto (intendente), o Irlando o Nelson, Zé David,
Luís (chora)
Se alguém conhecer os restantes que diga.

Clique na foto para ampliar

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 2

                                           Conto "Faz Sentido" de Eduardo Palaio
                                                                      Parte 2

... Eu e o "viúvo" seguíamos com o olhar o canário que continuava
 aos pulos-vôos.Aproximava-se da parte da frente do autocarro. Aí estava uma pequena janela rectangular-ao-baixo sem vidro, aberta ao escuro da noite.Rectângulo macissamente preto.Puz-me a pensar,receoso,que o canário
podia desaparecer pela janela,tinha a certeza de que ele ia sair do autocarro pelo rectângulo negro.
O dono do pássaro e o condutor do autocarro,olhavam,como eu,o trajecto do canário,sem mos-
trarem especial curiosidade.A sua tranquilidade fez passar o meu receio. No entanto tinha quase
a certeza que o canário iria fugir por ali.
O canário cantava-assobiava uma melodia daquelas de que se diz serem "muito fresca".Tinha bico
de canário como um bico-de-lacre(?!). O olho - só consegui ver o pássaro de perfil - era redondo,
muito vivo,com uma circunferência preta,perfeita,em volta.Nunca me lembro muito bem como são
os canários,nem nunca percebi de espécies canoras.Este tinha o bico e o olho conforme descrevi e
pegado à cabeça,como deve ser,um tronco,escuro de gato,roliço e semi-lustroso,com quatro patas
curtas e um rabo pequeno como um coto.Assim mesmo.Nunca duvidei de que se tratava de um canário.
Continuou a saltar-voar de bagageira em bagageira e pulou-voou pela pequena janela,para fora do
autocarro,bem por cima das cabeças de nós os três que plácidamente o observávamos."

Abri os olhos e espiei a cara do médico psiquiatra a que recorrera para que me desse uma explica-ção acerca do sonho que tivera fazia uns tempos e que com pequenas variantes de pormenor se vinha repetindo nas últimas noites.
Ele aproximou ainda mais a cadeira do sofá,debroçou-se sobre mim,olhou-me de forma inexpre-
ssiva e após alguns minutos perguntou:" O senhor é do Seixal,não é verdade?"
- Pois sou - respondi - como é que soube?

                                                          continua



     

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Trásdaponte - G.D. Mundet

Boa panorâmica do Ringue do Grupo Desportivo Mundet
na déc.de 50 do séc. XX.
Em apenas década e meia, algumas centenas de atletas rolaram
aqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trás da Ponte - Faz Sentido - Parte 1

                  Conto "Faz Sentido" de Eduardo Palaio
                                         Parte 1

Com algum desconforto aconcheguei-me no sofá,cerrei os olhos
e comecei a narrativa:

"Um espaço estreito,dois homens,um a remexer numa caixa grande
enquanto fala com o outro.Por detrás,uma grande janela com vidros
aos rectângulos pequenos por onde passa uma luz clara,natural.Num
plano recuado, menos iluminado,estou eu a observar.Sabem da minha
presença mas é como se não estivesse.Estamos parece-me numa mar-
quise ou num estúdio.
O homem vai tirando da caixa o que diz ser,ele informa o outro,os res-
tos mortais da esposa: este "outro" tem uma camisa com a fralda por
fora das calças ou então é uma bata, talvez uma bata,tem um ar de
cientista ou de professor ou de sociólogo,só escuta sem fazer comen-
tários.
Espreito a caixa e vejo os ossos,em particular uma tíbia,mas logo a
seguir vou vendo, por cima do ombro daquele que só posso chamar
"o esposo", o resto:
- Isto é o coração,isto é o fígado...- vai ele dizendo.
Os órgãos estão petrificados, impressos em mármore.O coração e tudo
o resto são agora peças em placas, muito brancas, como bocados de
estátua.
Começo a ouvir um canto agradável de pássaro,bem atrás de mim ao
fundo. O homem suspende os gestos na caixa volta-se para trás, não
me pareceu que desse por mim, pelo menos falou sem me olhar:- "Olha
o meu canário!"
Vi o canário, a cantar ao fundo do autocarro. Saltava de bagageira em
bagageira, na parte alta das janelas. A luz desaparecera, era noite. Na
frente do autocarro estávamos os três, o "outro" ocupava-se em conduzir
o autocarro,o corpo sentado agarrando com displicência o volante, o
rosto sem vida,virado para trás.
A marquise dera lugar à parte da frente dum "bus" e a grande janela era
afinal um "pára-brisas".

                                            Continua    

domingo, 13 de novembro de 2011

Trás da Ponte - Tabernas - 8

Nº 7 da Rua dos Valentes,também com entrada pela
Rua Cândido dos Reis.
Nas déc. de 40,50 e 60 do séc. XX, conhecida como a
"Taberna do Manel de Arrentela".No 1º andar do lado tinha
oficina o sapateiro "Catamira", muito conhecido no Seixal.
Foto de 2011
Clique na foto para ampliar

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Trás da Ponte - FAZ SENTIDO

FAZ  SENTIDO, refere-se a um Conto que
o Eduardo Palaio publicou em 2002.
Este Conto foi dedicado,segundo as palavras
do autor "À maltinha do beco e à de
trás da ponte".
O Eduardo,também pertenceu,a um desses
grupos de jovens que, nas déc. de 40 e 50
do séc. XX eram conhecidos por "maltinhas".
Para esclarecimento da Juventude actual,
eram assim,uma espécie de "gangues" da
actualidade,só que as "maltinhas " usavam
como arma,pedras apanhadas nas ruas,que nem
eram calcetadas.O prejuízo, eram umas cabeças
partidas ou uns vidros de algumas janelas.O
problema existia,quando os vidros eram os
do Posto da GNR que ficava na esquina
do Largo da Igreja.
Ao contrário,os gangues dos nossos dias
evoluíram e, tendo começado com a G3
depressa chegaram ao G7,G8 e ao que me consta
já chegaram ao G20.

O Conto FAZ SENTIDO,vai ser publicado,aqui
no "Tásdaponte",a sua publicação será feita por
partes.

 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Trás da Ponte - Capelista

Nas décadas de 40,50 e 60 do séc. XX,existiu na Rua Cândido dos
Reis nº 154 (em frente ao lugar de hortaliças da "Ti Lucrécia"
uma Capelista,conhecida como "Capelista Chaves"
Foto de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Trás da Ponte - Grupo Desportivo Trásdaponte

Os reformados do Grupo Desportivo de Trásdaponte,rumou ao
Sul para cumprir mais uma etapa do seu programa de estágio.
Desta vez,as curas foram feitas à custa das tintas Alentejanas.
Segundo consta,ficaram todos bem tratados.
O encontro realizou-se nos dias 22 e 23 de Outubro/2011

Nesta fase o tratamento estava nos "finalmentes"
Clique nas fotos para ampliar

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Trás da Ponte - Albano Narciso Pereira

Nº 13 do Largo da Benzedeira, hoje Largo Joaquim Boga,
em 1922 nascia,o que viria a ser um dos mais famosos futebolistas
do seu tempo:ALBANO NARCISO PEREIRA
Saiu do Seixal Futebol Clube em 1943, 20 contos foi o preço
do passe comprado pelo Sporting Clube de Portugal.
Neste clube efectuou 443 jogos tendo feito 252 golos.
Foi 15 vezes internacional pela selecção A de Portugal
Em baixo algumas fotos envergando a camisola do Sporting.
Faleceu em 1990
ALBANO,era,(é), um homem de Trásdaponte

 

























sábado, 15 de outubro de 2011

Trás da Ponte - Tarde Calma

Tarde calma em Trásdaponte
Foto de 2011
Clique para ampliar

Gaivotas em hora de descanso
Clique para ampliar

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Trás da Ponte - Grupo D. Mundet

Regressemos aos maravilhosos
anos 50 do séc. XX.
Já aqui falámos das atletas que
actuavam nas noites mágicas
de Trásdaponte.
A foto de hoje apresenta quatro
das patinadoras com o seu
treinador.
Ficam os nomes da esquerda
para a direita:
Dárida,Maria Otelinda,
Francisco Nobre (treinador),
Teresa e Nazaré