No Forum Cultural do Seixal,aqui ao lado, continua patente até ao dia 1 de Junho, a Exposição de Eduardo Palaio, "Desenho de Humor". Visite-a |
domingo, 5 de maio de 2013
Trásdaponte - Exposição
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Trásdaponte - Os Impagáveis
terça-feira, 30 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Trásdaponte - Homenagens
![]() |
| Depois da homenagem em 2012 a João Luís Sado ( 50 anos como músico da Timbre Seixalense, acumulando alguns, como Director da Colectividade ) |
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Trásdaponte - Ida à FESTA
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
( IDA À FESTA )
De Ângela Piedade
E Trásdaponte aqui tão perto |
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Trásdaponte - Aranhas
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Trásdaponte - G. D. Trásdaponte
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
( Jogo em Corroios )
Clique na imagem para ampliar
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Trásdaponte - Exposição de Desenho de Humor
terça-feira, 2 de abril de 2013
Trásdaponte - Grupo D. Mundet
domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
Trásdaponte - Concurso Internacional de Clarinete
quarta-feira, 27 de março de 2013
Trásdaponte - Concurso de Clarinete
quinta-feira, 21 de março de 2013
Trásdaponte - Timbre Seixalense - Banda
segunda-feira, 18 de março de 2013
Trásdaponte - Concurso Internacional de Clarinete
segunda-feira, 11 de março de 2013
Trásdaponte - Grupo D. Trásdaponte
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
IDA À SECA DE BACALHAU
Nos finais dos anos 60 do séc. XX, íamos uns oito
elementos ( pois as dimensões do terreno eram
pequenas ) jogar futebol com o pessoal que trabalhava
na Seca da Atlântica, mesmo em frente ao Seixal.
O transporte era feito nos Dóris de Bacalhau e
lá chegávamos mais uma vez ao famoso
estádio desportivo.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Trásdaponte - Timbre Seixalense
quarta-feira, 6 de março de 2013
Trásdaponte - Biblioteca
domingo, 3 de março de 2013
Trásdaponte - Solar da Timbre
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Trásdaponte - Equipa de Futebol - Atrásdaponte
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Trásdaponte - Estórias Com Gente de Trásdaponte
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
OS NOVE UNIDOS DA MEIA-NOITE
( Grupo de Amigos da Sociedade Timbre Seixalense )
Estamos nos anos 70 do séc. XX, as noites de Verão são quentes e
convidativas para a esplanada da verbena da Timbre.Comiam-se
caracóis e amendoins, e bebiam-se uns pirolitos e umas cervejinhas,
e também se jogava aos matraquilhos. Havia um grupinho, (não o nosso)
que sentado no muro da curva da Timbre, para além de apanhar a brisa
que vinha do rio, se dedicava a cortar na casaca dos vizinhos, e de quem
por ali passava.
Havia assim, sempre tema de corte, ou seja, de conversa.
Nós, a rapaziada, na altura 18,19,20 anos,tínhamos o costume de nos
juntarmos no muro, quando terminava o horário dos namoros,ou seja,
por volta das 23.30 horas.
Assim, e quando estávamos todos,lá partíamos para a nossa volta, que
começava muitas vezes na taberna Chave D'ouro, onde se bebia uma
ginginha ou um branco velho.
A paragem seguinte,era no bar do Seixal F. Clube,onde na altura estava
o nosso amigo Luís Tavares, que era um excelente mestre de cozinha.
Se fosse hoje seria um ótimo Chef.
Com a barriguinha já composta, seguia-se em direcção ao Bairro Novo.
Não se podia fazer muito barulho com a conversa, porque ainda estávamos
longe de Abril de 74.
E a volta continuava até Paio Pires ao café do Ti Inácio (cagaiscas),
Cavadas,Torre,Arrentela e Seixal, já por volta das 3 da manhã, com a
brisa do rio já mais fresca.
A conversa durava sempre para lá das 4 horas. Mas era Verão, e no
dia seguinte não se trabalhava. Iam-se fazendo planos para ir com as
namoradas até à praia do Alfeite, onde íamos a remos no barco do
João Peixoto, e apanhava-se bom peixe, que servia para petisco,sendo
cozinheiro o Márinho ( Calhocas ).
Ás vezes, quando o pessoal tinha uns trocos a mais, a volta era outra.
Camioneta da Beira-Rio em direcção a Cacilhas,para comer umas
bifanas e beber umas imperiais no Farol. O regresso ao Seixal,era na
última carreira às 2.45 da manhã.Bons tempos. Eram tempos em que
se cultivava a amizade, que ainda hoje perdura,longe das tecnologias.
A Timbre era o local de encontro de famílias, onde se trabalhava com
amor à camisola.
Uns na verbena,outros nas direcções, na banda, no teatro, na biblioteca.
Computadores nem pensar,televisões havia poucas, então era a Sociedade
o centro de tudo que era actividade e convívio.
A propósito de televisão,uns anos antes,(60...) existia uma na verbena,que
era religiosamente controlada pelo Ti Anazário, um Timbrense ferrenho,
mas com pouca paciência para os putos, que aguardavam ansiosamente
sentados no banco de madeira corrido, que ele ligasse a televisão, e tinha
de estar tudo calado,se não nada para ninguém.
Era o tempo de séries como o Robim dos Bosques,Ivanhoe,Mascarilha
(alô Silver), Homem Invísivel,Rim-Tim-Tim,Lassie e outras que faziam
as delícias dos putos.Às vezes lá se bebia um pirolito,ou outro refresco,
que eram sempre repartidos por toda a malta sentada no banco.
Aliás, o grupo dos 9 da meia-noite,era todo ele constituído por estes
"fregueses" do banco de madeira da verbena.
Ficam os seus nomes: Artur Avelar, João Tavares, João Sado,José Tomás,
(falecido),Rui Jorge (falecido),António Anjos, Márinho (falecido),
Nelson Teotónio e José Belicha. A estes juntavam-se outros, como o
Luís Fernando (Alfama), que vinha para o Seixal nas férias e fins de semana
e o António Furtado.
À medida que o tempo foi passando,veio a tropa e os casamentos, e o
grupo dispersou-se, mas agora, já reformados,(quase todos) estamos novamente
juntos no Trás da Ponte.
Há que não deixar morrer as coisas boas,como a amizade, e sobretudo a
Timbre Seixalense.
Um abraço para todos
João M. Tavares
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Trásdaponte - Fábrica Mundet
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Aniversário da Timbre 1972
Apresentamos hoje a 2ª Parte do filme
" Aniversário da Timbre 1972".
O Eduardo Palaio é um dos protagonistas do dito. Na
época era o Presidente da Assembleia Geral da "nossa"
Sociedade Velha, no seu estilo característico, o Eduardo
conta-nos como foi.
A primeira impressão do visionamento do filme é devastadora:
tanta gente que já não está, com quem vivemos, tanto rosto
amigo,tanto jeito que nos moldou, que faz parte dos nossos ossos,
os nossos músicos; a nossa banda da vida.
A minha parte, no tempo filmado,naquela sala, está na mesa.
Sentam-se, segundo o protocolo: ao centro, o convidado de honra,
o governador civil (gorducho), à sua direita o representante da
Câmara, o vereador Bragança, à esquerda o Presid. da Fed. Port.
das Colectividades, e na ponta oposta da mesa eu, o presidente da
Assembleia Geral da Timbre. Sentados ainda, em mesa,em lugar de
destaque, o Capitão Louro,figura de prestígio da Sociedade,aquele
que se vê discursar com jeito de poeta, e o nosso representante na
Federação.
Falou-se e discursou-se: os da mesa outros: o jovem Furtado,
vice-presidente, em nome da Direcção, o distinto Emílio Rebelo,
o Capitão Louro, vigoroso. Não falou, na sua modéstia plena
de dignidade o maestro Pinto. Nos discursos, seguiu-se a
ordem protocolar, depois que falou o vereador, falei eu na
qualidade de presidente da Mesa da Ass. Geral e por fim,para
fecho, a " gordura" : levantou-se, gesto de "caudilho",
arrebatamento patriótico, e entre outras afirmações e votos,
subliminarmente, propagandeou a " primavera marcelista",
a despropósito da sessão, talvez entusiasmado pela sala cheia,
da recepção calorosa ( um parêntesis para dizer que a Direcção
da Timbre, responsável pelos convites, era na ocasião, em
resultado de um aproveitamento de um vazio, constituída por
gente conotada com o regime; coisa abstrusa na tradição
da Sociedade Velha ).
O governador Civil disse o que quis e foi aplaudido. Só que o
Presidente da Ass. Geral, entendeu retomar a palavra, contra
o protocolo e o hábito,e contestou o discurso do representante
do " governo marcelista". Não me recordo, mas as minhas
últimas palavras talvez tenham sido:
"agora sim,está encerrada a sessão".
Essa parte, o filme não registou, ou foi cortada conforme os
mandamentos do tempo que se vivia. Faltavam dois anos.
Foi uma bronca. Uma figura de prestígio da Timbre (e muito
minha amiga, com idade de ser meu pai) veio segredar-me
ao ouvido, que fora " uma vergonha, convida-se o senhor e
depois faz-se aquela desconsideração..."
Mas deixemos a sessão e fixemo-nos na parte mais importante
do filme, com as imagens da chegada das excelências em
automóvel mercedes da época ( já vem de longe essa de se pensar
que os carros dão prestígio aos cargos ). O presidente da
Direcção acorre solícito a abrir a porta do veículo donde sai o
governante e logo o vereador; e agora reparem no sujeito
( o José Loja ) que está junto à entrada da sociedade: nem tugiu
nem mugiu, boné na cabeça ( não fez como se dizia, a salvação,
descobrindo-se ) mãos nos bolsos, com " olímpica indiferença",
encostado, lazeirão, à parede da Sociedade Filarmónica
Democrática.
Obrigado, bom amigo Irlando por nos trazeres estas imagens.
Eduardo Palaio
O governador Civil disse o que quis e foi aplaudido. Só que o
Presidente da Ass. Geral, entendeu retomar a palavra, contra
o protocolo e o hábito,e contestou o discurso do representante
do " governo marcelista". Não me recordo, mas as minhas
últimas palavras talvez tenham sido:
"agora sim,está encerrada a sessão".
Essa parte, o filme não registou, ou foi cortada conforme os
mandamentos do tempo que se vivia. Faltavam dois anos.
Foi uma bronca. Uma figura de prestígio da Timbre (e muito
minha amiga, com idade de ser meu pai) veio segredar-me
ao ouvido, que fora " uma vergonha, convida-se o senhor e
depois faz-se aquela desconsideração..."
Mas deixemos a sessão e fixemo-nos na parte mais importante
do filme, com as imagens da chegada das excelências em
automóvel mercedes da época ( já vem de longe essa de se pensar
que os carros dão prestígio aos cargos ). O presidente da
Direcção acorre solícito a abrir a porta do veículo donde sai o
governante e logo o vereador; e agora reparem no sujeito
( o José Loja ) que está junto à entrada da sociedade: nem tugiu
nem mugiu, boné na cabeça ( não fez como se dizia, a salvação,
descobrindo-se ) mãos nos bolsos, com " olímpica indiferença",
encostado, lazeirão, à parede da Sociedade Filarmónica
Democrática.
Obrigado, bom amigo Irlando por nos trazeres estas imagens.
Eduardo Palaio
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Concerto de Ano Novo
domingo, 27 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Aranhas
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Aniversário da Timbre 1972
Divulgamos hoje aos visitantes do Trásdaponte,
um filme inédito,publicado pela primeira vez
no YouTube.
É Domingo,2 de Abril de 1972. A Timbre Seixalense
festejava o seu 124º. A Festa foi de "arromba",e à
moda antiga.A volta à Terra foi completa
incluindo o Bairro Novo,na imagem, pode ver-se a
Banda passando no local onde hoje está
construída a Caixa G. de Depósitos.
De tarde houve Concerto e os habituais discursos,
não faltaram as forças vivas do concelho.
O Salão Nobre da Timbre estava à pinha, ao fim e
ao cabo,sempre eram 124 anos.
Para os intervenientes no filme,os que estão vivos claro,
vai ser uma surpresa reverem-se ao fim deste tempo.
O filme será publicado em 2 partes
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Apanha da ameijoa
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Trásdaponte - G. D. Trásdaponte
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Trásdaponte - Memórias Escolhidas
![]() |
| Do livro "Memórias Escolhidas" de Ângelo Piedade Matos vamos transcrever uma passagem relacionada com Trásdaponte |
... Agora a malta vinha ao meu Largo, quero dizer à minha casa
para logo de manhã, por volta das sete, nas marés grandes ir
tomar banho nas escadinhas da Sociedade: - o Caetano, o Belo,
o Necas, o Veríssimo e o Joaquim Maia,
da Rua dos Valentes,o Joaquinzinho da Rua da Cooperativa;
o Zé Calqueiro e o Capucha, do Largo da Igreja; eu, às vezes
o meu pai e mais alguns vizinhos do Largo. Não havia pé para
ninguém, aquilo era mesmo para nadadores feitos, tivessem a
idade que tivessem e fossem do tamanho que fossem: - de
corrida, era cá cada mergulho!... Claro, que toda a vida e por todo
o lado nadei e continuo a nadar, mas aqueles banhos com a
maltinha, era uma festa e nunca mais houve outros iguais,
nem a mocidade voltou...
Não posso viver sem olhar, ouvir e cheirar o mar, a maresia.
Da minha casa vejo o Barreiro, mas não chega. Raro é o
dia que não tenha de ir saudar o meu: o mais lindo, o do
Seixal... Não há cura, bem gostaria de ser enterrado, sem
padre, à sua beira, em Trás-da-Ponte
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