domingo, 27 de abril de 2014

Trásdaponte - 1º de Maio



Presença da Banda da Timbre Seixalense nas Comemorações
do 1º de Maio de 2014


Clique na imagem para ampliar 

sábado, 26 de abril de 2014

Trásdaponte - Fábrica Mundet



Cartões de Boas Festas, impressos em
papel de cortiça, executados na
Fábrica Mundet - Seixal
 

terça-feira, 22 de abril de 2014

sábado, 19 de abril de 2014

Trásdaponte - Timbre -166º Aniversário


Programa do 166º Aniversário da Timbre Seixalense.


Claro que, o ano é 2014 e não 2013 como por lapso
saiu no cartaz.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Trásdaponte - Varinos


Possivelmente uma foto da déc. de 20 ou 30 do séc. XX.
Barcos transportadores de cortiça atracados ao cais da
Mundet em Trásdaponte.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Trásdaponte - Timbre - Concerto


É uma foto de Dezembro de 1985. Possivelmente, um
Concerto de Natal, nas antigas instalações provisórias da
Timbre, rés do chão do edifício sede, pertencente à empresa
A. Silva & Silva.

Uma foto enviada por um amigo do Trásdaponte

sábado, 29 de março de 2014

Trásdaponte - "Os Dez de Tânger"


Na próxima sexta-feira dia 4 de Abril, pelas
18 e 30 horas no Fórum Cultural do Seixal
O Eduardo Palaio vai apresentar o seu livro
"Os Dez De Tânger"
 .
O Eduardo, convida todos os amigos e visitantes
do "Trásdaponte" a estarem presentes.

Entretanto, como, que para abrir o apetite,
transcrevemos uma passagem, relacionada com
a nossa terra.
… Noite perfeita de luar, afastado da margem o Zé do Cadaste lançava a tarrafa procurando pescar a nossa ceia tardia. Disse-me que era época de apanhar bons sáveis e muges. A mulher dele entra na água e junta-se a outra mulher jovem. Ouço-as dizer que a água está quente. Vestem camisas de burel fino, só isso, e a água escorrida, faz o tecido transparente e revela-lhes as carnes apetecíveis. Ao princípio achei estranho que usassem bragas por debaixo. Engano meu, aquelas bragas negras eram fartas pentelheiras que subiam até à covinha do umbigo. Coisa bonita de se apreciar. Não sei se por me terem visto, viraram-se de costas, dão risadinhas, devem fazer de propósito. Mais outras duas em camisa e também de “calções negros” juntam-se às primeiras: baixavam-se como se quisessem apanhar coisa no fundo, mergulhavam os braços e moviam os quadris e arredondavam mais as nádegas, opulentas, na minha direcção. Estava eu nisto, soerguido nos cotovelos, para melhor ver, sem recato algum, quando me surgiu o Zé com a pesca. Por momentos pareceu-me surpreender um olhar estranho, talvez de reprovação pela minha indiscrição. “Queres ir ao banho?” – respondi com mais palavras do que era costume: “de onde eu sou só se toma banho uma vez por ano, e demais levo a vida na água, e se tombar nela, é muito mau sinal. Passa-me aí o almude… do vinho… e esse peixe assado quando é que ele aparece?”
A noite como se anunciava, veio quente assoprada por uma brisa vinda do nascente. Não havia sono, ficámos na conversa por muito tempo.
– Estou a pensar embarcar. No almoxarifado estão a pedir carpinteiros de bordo. Ganha-se melhor e aqui somos muitos e às vezes não há trabalho. Agora eles fazem assim, quando querem fazer um barco novo, em vez de o encomendarem sem mais, como se dantes, não senhor, levantam um “pregão de obras”. E depois vai um genovês e arrebanha a obra, vem com pessoal seu e nós ficamos sem trabalho… – fez uma pausa e retomou a conversa, devagar e baixinho como se falasse consigo próprio – Também é bem feito, já há quem abra o olhos e resmungue: o barato sai caro, são construções que não aguentam mais que uma ou duas viagens de mar, abrem-se todos pelas costuras, é o que dá porem só um cordão…
Depois, de repente, vira-se para mim e pergunta: “já mataste alguém?” – e como eu não lhe respondesse, insistiu: “é que com o mester que tens?...”
– Oh Zé, meu amigo Zé, obrigado por essa de meu mester, muita gente não diria isso acerca do que tenho feito e faço… quanto ao resto sabes, o melhor – deixei correr uma pausa – é não te meteres nisso.
– Lembras-te de me teres perguntado, naquela noite, da última vez que cá estiveste, qual era a melhor nave… daquelas que estavam ali em Santos?
– Sim, lembro, era a “Cais de Rouen”, um barinel de franceses! e o que é que tem?
– No dia seguinte ela foi assaltada e levaram-na, foi logo pouco depois de Cascais, foram vocês não foram?
– Claro, pois! tu próprio disseste que de todas as embarcações aquela era a melhor!
Fomos bebendo e bebendo, mudou-se de assunto e as conversas seguiram, horas passaram. Lembro-me de termos falado muito, se calhar de mais. Às tantas perguntou-me que ideia é que eu tinha de Portugal. “Ideia como?”
– Sim ideia – insistiu ele – tu que és tão viajado deves ter uma ideia, já viste tanto mar e tanta terra, partes de cima, de baixo e dos lados e não sabes como é Portugal?
– Eu não! sei que o Alqueidão da Serra, onde nasci, é numa saída de dois montes que vêm por sítios diferentes, e daí sei ir aonde se constrói o mosteiro e até Leiria era capaz de achar caminho. O resto não sei… sei Lisboa, sei o mar, sei do mar de África, do Algarve, de Veneza, de Génova, da Sicília, mas o que é que queres dizer com isso?
– Assim, olha: aqui é a Arrentella, onde estamos, do outro lado do rio chamam àquilo Amora, para ali onde se põe o sol é o lugar de Corroios e Almada, daquele lado, na direcção de baixo é o Seixal, de onde se sai no Tejo.
– E que é que queres dizer com isso? – “isto!” – e começou, ele que queria ser desenhador de beques, com um graveto a riscar o chão iluminado pela lua – “aqui é onde estamos, depois dou assim uma curva e é a Amora, depois risco por aqui e é o Seixal – levantou o graveto apontou a forma e concluiu – parece uma cabaça. E Portugal como é? é redondo? quadrado? aqui é o mar, para cima e para baixo de Lisboa, isso eu sei, mas faz alguma curva? E para dentro, onde pára a terra, vai até onde? até Alqueidão da Serra? Diz-me, correndo os sítios todos, como se do céu se riscasse o que fica em baixo, que forma tem? de uma ânfora?, de uma pele de cabra esticada? estreita como uma galé ou bojuda como a barca do biscoito?
– Tás mas é grosso! – Excelente que era o vinho do Seixal, de tal gustação que eu o deixei de ver embora tivesse ficado com uma ideia de que a mulher o veio puxar para o leito. Ele foi, pudera. Eu fiquei onde estava, uma espécie de palheiro arruinado, a dois passos da casa. Acho que ainda gritei: “tens para aí alguma mulher dessas de bragas pretas!”…
 
… Fiz um pouco de pressão com a lâmina, deixei que ele visse a morte. Só depois guardei o punhal e devagar fui-me pondo de pé.
Levantou-se também, nem se atrevia a dar um passo, tremia das pernas que dava para ver. Num gesto de raiva olhei a águia que cruzava os ares, armei a besta e rápido disparei um virotão. A águia caiu aos nossos pés, varada, morta antes de se abater na terra. Cuspi-lhe em cima com todas as ganas. Atirei para longe a besta enquanto lhe gritava, apontando a ave morta: “tens muito de praticar para teres pontaria! e tomates também!” − e virei-lhe as costas. O cabrão ainda teve coragem para me gritar: “ Mataste-o, mataste o mestre Nuno?”
– Não matei ninguém, a ordem do capitão foi de mandar todos pela borda fora! – respondi, com olho negro, como se quisesse jurar que tudo fora feito sem piedade…


                Não esqueçam Sexta-feira 4 de Abril  18,30 horas




terça-feira, 25 de março de 2014

Trásdaponte - 3ª Gala Torrense




A Banda da Timbre esteve presente na 3ª Gala do
F. C. Torrense, realizada no último fim de semana na
Torre da Marinha

sexta-feira, 21 de março de 2014

Trásdaponte - Apresentação de Livro


O seixalense Júlio Mira, convida todos os
visitantes do "Trásdaponte" a participar na
apresentação do seu livro Maresias, que
terá lugar, aqui ao lado, no Fórum Cultural
do Seixal.
 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Trásdaponte - A Timbre em Concerto


A Banda da Timbre vai estar presente na 3ª Gala do
Independente F. C. Torrense.

Pavilhão Desportivo na Torre da Marinha

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Trásdaponte - Os Dez de Tânger


Novo livro de Eduardo Palaio
 
Sobre a obra:
Os Dez de Tânger centra-se nos caminhos tortuosos de uma expedição feita por soldados desconhecidos, nos segredos do povo miúdo arrebanhado para a guerra. Trata-se de uma história épica de dez homens com vidas reais que partiram à aventura de novos horizontes numa expedição ao Norte de África. Um episódio que ficará para sempre guardado nos anais da nossa História.

1415
Início da conquista de terras para o Norte de África.
A tomada de Ceuta.

1423
Primeira das mais mortíferas epidemias do Século XV
No Reino de Portugal

20 de Setembro, 05H00, de 1437
Primeiro ataque frontal a Tânger

12 de Outubro de 1437
D. Henrique, Comandante Supremo do Contingente Português, decide-se pela rendição. O seu irmão D. Fernando é feito refém.
Sobre autor:
Eduardo Palaio é natural do Seixal. Trabalha ainda como muralista, cartoonista e pintor. Estreou-se na literatura em 1980. Em 2010, foi galardoado com o Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca e, em 2011, recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da Associação Portuguesa de Escritores.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Trásdaponte - Mundet - Pastilhas


Na Fábrica Mundet, existia uma secção de fabrico de discos.
Discos,era o seu nome oficial,
 mas o seu nome comum era
"pastilhas". Pastilhas aproveitadas pelos miúdos de Trásdaponte
nas suas brincadeiras diárias, inventando os mais variados jogos.
Outro dos produtos fabricados na Fábrica, eram as famosas
bolas de cortiça, que por se assemelharem às bolas de Hóquei,
eram utilizadas pelas "maltinhas" nos seus famosos jogos,
efectuados no terreiro dos estaleiros.
Estas bolas de cortiça, eram também utilizadas no vértice
das bandeiras triangulares, nos arraiais organizados pela Timbre
na época das festas de S. Pedro. ( déc. de 40 e 50 do séc.XX ).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Trásdaponte - Águias Timbrenses


É uma foto de 1942 ano da fundação do grupo " Águias Timbrenses".

O cenário é o do Salão Nobre da Timbre


Clique na foto para ampliar

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Trásdaponte - Aniversário


É caso para dizer: 3 já cá contam.
Aos visitantes,quer estejam em Portugal ou no estrangeiro,
os nossos agradecimentos.
 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Trásdaponte - Fábrica Mundet


Não devo errar se disser que, estamos em presença de uma
foto dos finais do séc. XIX ou início do séc. XX.
São trabalhadores da secção de prancha da Fábrica Mundet
em Trásdaponte. Foram muitos os "Trásdapontenses" que
trabalharam nesta secção da Fábrica. Eu próprio conheci
alguns.

Esta foto está publicada no livro "Quem diz Cortiça, Diz Mundet"
Uma edição da Câmara Municipal do Seixal

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Trásdaponte - "Memórias Escolhidas"

Concluímos hoje a 2ª parte do capítulo dedicado à BILIOTECA
do livro " Memórias Escolhidas" de Ângelo Matos Piedade.

BIBLIOTECA
( 1946 - 1951 )

( conclusão )

                                 ... Assim preparado, o fascismo passou a ter mais um irredutível
                                 adversário e os meus desfavorecidos companheiros, um amigo mais
                                 informado, que sabia muito bem o que não queria - a opressão e a
                                 humilhação.

                                 Referindo-me aos livros citados quero dizer que eles contribuíram
                                 para a formação dos meus valores, marcando a minha atitude perante
                                 a vida.

                                 Continuando a enumerar outras bençãos que a minha Biblioteca oferecia,
                                 recomeço,então: Biblioteca Cosmos de Bento de Jesus Caraça, Processo
                                 Histórico de Zamora, História da Civilização, de William Durant;
                                 Enigmas do Universo e Maravilhas da Vida, de Ernest Haeckel; Darwin
                                 em Viagem de um Naturalista Em Redor Do Mundo, ( mais tarde, a
                                 Origem das Espécies ); O Universo de Crowwther; História Universal
                                  e Pequena História do Mundo, de Wells.

                                  E, agora, não menos importante, os livros de: Dostoievski, Eurico Veríssimo,
                                  Roland, Malraux, Flaubert, Ibañez, Shaw, Somerset Mangham, Green, 
                                  Hall Caine, Stefan Zweig, Eça de Queiroz, Aquilino Ribeiro, Camilo Castelo
                                  Branco, Ferreira de Castro, Fernando Namora, Almeida Garret, Júlio Dinis,
                                  Fialho de Almeida, Antunes da Silva, Alexandre Herculano, Silva Gaio,
                                  Júlio Verne, Camões, Bocage, Dickens, Alexandre Dumas e chamo a atenção
                                  para o redentor Castro Alves e outros que aumentaram a minha revolta ao lado
                                  dos escravos no Brasil e em todo o Mundo. ( Revolta que continua com os
                                  modernos escravos do imperialismo capitalista e da sua desumana
                                  globalização )

                                  Mais bençãos foram: Platão, Aristótelos, Epicuro, Espinosa, Descartes, Kant,
                                  Hegel, Schopenhauer, Cervantes, Tolstoi, Trindade Coelho, Antero de Quental,
                                  António Sérgio, Domingos Monteiro e Egas Moniz com a sua Questão Sexual,
                                  Walter, Stevensen, Salgari, Edgar Poe, Conan Doyle. E os inesquecíveis: Livro
                                  De San Michele, de Axel Munthe que continuo a recomendar; O Valente 
                                  Soldado Schveik, de Jaroslav Hasec, com o qual continuo a rir-me; Djamília,
                                  de Tchinghiz Aitmatov, a mais bela história de amor. Também o meu obrigado
                                  de moço a Copérnico, Galileu e Darwin, que repuseram nos seus lugares,
                                  o Sol a Terra e o Homem que a sapientíssima Igreja Católica, com o                                                       consentimento do seu Deus, tinha mudado de sítio.
                               

                                  Peço desculpa a tantos outros benfeitores imerecidamente não mencionados.
                                  Ah! Falta a minha muito querida amiga Florbela Espanca! Em resumo: o meu
                                  agradecimento a todos os que fazem a Arte e a Cultura.

                                  Fiz a Instrução Primária e o Curso Complementar de Comércio que naquele
                                  tempo , era estar uns furos acima do comum das gentes que, que novinhos já
                                  andavam nas fábricas, mas o que seria bem pouco, se não tivesse usufruído
                                  os benefícios destas Universidades. A minha cultura não se ficou apenas pelos
                                  mencionados livros e autores. Cedo passei às Bibliotecas da Cooperativa
                                  ( onde conheci, em especial, Sthendal e os seus Vermelho e Negro e Cartuxa 
                                  De Parma; da Sociedade Nova e do Seixal Futebol Clube. Depois de começar
                                  a trabalhar, fui comprando novos livros e, muitos deles já lidos, mas que
                                  continuam a fazer parte da minha vida: Ruínas de Palmira, do conde de
                                  Volney; Um Homem Do Povo Na Revolução, de Roger Vailland; O Drama De 
                                  João Barois, de Roger Martin Du Gard e toda a obra de Nietzsche: Humano 
                                  Demasiado Humano,Assim Falava Zaratrusta, Para Além do Bem e do Mal;
                                  Genealogia Da Moral, A Vontade do Poder, Aurora; Anti-Cristo ).E os livros:
                                  Doze Provas da Inexistência de Deus, de Sébastien Faure; História do 
                                  Ateísmo, de Georges Minois e o imperdível  Memórias, de Jean Meslier                                                 ( 1664-1729 )
                               
                                  Fui bibliotecário, manuseei todos os livros, aconselhei os melhores, escondi os
                                  proibidos, organizámos um catálogo com todas as obras classificadas, que
                                  distribuímos pelos associados, promovendo a divulgação dos nossos livros e
                                  convidando à leitura.

                                                                                         F  I  M
                                   

                                 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Visitantes

O Trásdaponte tem uma nova aplicação.
Permite ao visitante saber em que paises
somos vistos.

Basta clicar no botão assinalado com a seta vermelha.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Direcção da Timbre


SOCIEDADE FILARMÓNICA DEMOCRÁTICA TIMBRE SEIXALENSE

CORPOS GERENTES PARA 2014

ASSEMBLEIA GERAL

Presidente..........................Rui Jorge Conceição Santos

Vice Presidente.................Maria Carolina Rosa C. Domingues

1º Secretário.....................Cláudia Alexandra T. Sado

2º Secretário.....................André Alexandre Ferreira Santos

                                    CONSELHO FISCAL

Presidente.........................João Manuel da Costa Tavares

Secretário.........................Carlos Santos

Relator..............................Luís Fernando Tavares Fernandes

                                                 DIRECÇÃO

Presidente.........................Fernando Manuel P. Santos

Vice Presidente................Hélder Martins Rodrigues

Vice Presid. da Cultura..Jacinto Luís Teotónio Sado

Vice Presid. Património..José Policarpo Lopes Pereira

Tesoureiro........................Ana Isabel Silva R. Inocêncio

Secretário Geral..............Ana Filipa Ribeiro Brandão

1º Secretário....................Gabriel Correia Silva

2º Secretário....................Artur Avelar C. Marques

Vogal................................João Luís dos Anjos Sado

Vogal................................Fernando Manuel Borronha Pinto

Vogal................................Pedro Miguel Pereira Martins

Vogal................................Pedro Nuno M. Silva

Vogal................................Sara Isabel Rodrigues Inocêncio

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Recordação


Vamos uma vez mais viajar no tempo.
Estamos no início da déc. de 40 do séc. XX.

Presumo, que esta foto foi tirada no jardim do Seixal.
Ela representa um grupo de amigos, alguns são músicos da
Timbre. Reconhecem-se
 o Manuel Rebelo, Adelino Tavares,
João Tavares, João Parreira, Rafael Calqueiro, Lucindo Tavares,
Arnaldo Tavares e José Calqueiro.

Constata-se, que nesta época a Família Tavares cumpria luto.

Clique na foto para ampliar.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Homenagem


Ângelo Matos Piedade,um Trásdapontense que pôs em livro as
suas memórias vividas no Seixal e, em Trásdaponte em
particular. Fica aqui a homenagem de sua filha Ângela, a que
o Trásdaponte se associa.

ÂNGELO MATOS PIEDADE, faria hoje 82 anos.
Aos muitos amigos que teve e amou e que por certo ainda não o esqueceram,
aqui fica um pequeno trecho do seu livro "Memórias Escolhidas".

"De toda a parte em redor até ao Beco do Lobisomen ( pai do Moisés ) eu fui
amigo: Salustros, Cambalachos, Machachas, Santolas, do do Chico e das irmãs,
das Coças, dos camaradas Jacques, mulher e filha; da tia Ermelinda, do marido
António e do filho Zé; do Camilo e do irmão Albino; da Fernanda e mais Pompílios;
dos Fajis e dos Capuchas, da malta do Bêco da Bazaia; o Poita, o Inácio o Malaia, a 
Isabel, já bela mulher; todos os do Bêco do Alpendre, do Largo da Barroca e do 
Largo da Praça, onde era o mercado da vila todo ele rodeado de Tabernas..."

E muitos muitos mais amigos teve ao longo da sua vida, a quem chamava de irmãos.
Amava a sua família, os seus amigos e a sua terra querida, que não se cansava de
contemplar e fotografar, Seixal!

Recordo o seu sorriso franco, solidário, sempre preocupado com os outros, essa sua
vontade inquebrável de acreditar num futuro melhor, essa sua coragem de lutar contra
a opressão, a injustiça, a adversidade, temendo por mim e pela mãe nos tempos difíceis
da ditadura, essa vontade de acreditar no Homem Bom, que um dia não fará guerras,
não matará o seu irmão, como tantas vezes o dizias.
Pai, eras um  sonhador e ensinaste-me a acreditar nos meus sonhos, a lutar por eles
e é a sonhar que o mundo pula e avança, como dizia a canção...

Recordo-te de muitas maneiras, mas acima de tudo do teu amor, do teu sorriso terno
e do mundo maravilhoso que me destes!

ADORO-TE PAI

16 de Janeiro 2014

                                                                                          Ângela Piedade




 

Trásdaponte - Vista aérea


O casario de Trásdaponte, curva da Timbre, telhados,
um espaço cheio de história.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Telhados



Alguém em Trásdaponte andou a passear nos telhados.
Enviou-nos as fotos que, aqui ficam publicadas para a
posteridade.

Clique nas imagens para ampliar 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Trásdaponte - "Memórias Escolhidas"

Retomamos hoje, a leitura de um livro, já nosso conhecido.
Refiro-me ao "Memórias Escolhidas" de Ângelo Matos Piedade.
Livro que privilegia as estórias relacionadas com Trásdaponte.
O capítulo que vamos transcrever, refere-se a um tema que
por várias vezes tem sido abordado aqui no blogue.
A palavra ao Ângelo.

BIBLIOTECA
( 1946 - 1951 )

Voltando ao Largo da Benzedeira, que foi o meu Restelo, tive
a felicidade de ser vizinho da querida Sociedade Velha e da sua
Biblioteca, fundada poucos antes, pelo meu amigo e de todos os
rapazes e raparigas da nossa terra: Manuel Rebelo.
Aquele evento histórico, fá-lo credor da nossa gratidão e amizade.
Outros continuaram a nobre iniciativa: era obrigação de todos nós.
Mas o exemplo de preocupação com o semelhante pobre, para que 
tivesse oportunidade onde procurar o saber e, com ele ser livre -
que é o bem maior do Homem - foi relevante. Obrigado camarada,
pela Universidade que nos proporcionaste naquela época de
obscurantismo, censura e perseguição .
Tantos amigos da Humanidade ali à mão! - As bençãos  que recebemos!...
É certo que não foi possível uma leitura acompanhada, mas os mais
velhos e os mais novos cruzavam informações e iam-se orientando.
Era um gosto ver tantos autodidactas à procura de cultura e, com 
ela, vir a pertencer ao grupo de cidadãos eleitos para dirigir as
colectividades.

Desde garoto que a Sociedade foi a minha segunda casa.Já crescido,
passei boa parte da minha vida naquela Biblioteca, lendo jornais,
livros, conversando e ouvindo os comunistas acabei, bem cedo, por
ser um deles.

Fácil, foi ler o Germinal, A Taberna, Náná e tudo o que havia de
Zola; fácil foi ler Alves Redol: Fanga, Marés, Avieiros, Barranco
de Cegos e outros. De Soeiro Pereira Gomes:Esteiros e Engrenagem.

Os Miseráveis, de Victor Hugo. De Tomás da Fonseca: Na Cova dos
Leões e Sermões da Montanha.

De Jorge Amado: Capitães da Areia, Cacau, Luís Carlos Prestes,
Jubiábá, entre outros. As Vinhas da Ira, de John Steinbeck e mais
escritores americanos, como Hemingway, John dos Passos, Faulkner,
Caldwell. Dos soviéticos, li: Dias e Noites de Estalinegrado, Assim
foi Temperado o Aço, Arco -Íris, Tchapaiev. ( Mais tarde: Dez Dias 
Que Abalaram o Mundo, Don Tranquilo, Marx, Engels, Lenin ).
A Queda de Paris, Rousseau, Voltaire. De Guerra Junqueiro:
A Morte de D. Juan e A Velhice do Padre Eterno.

                                                                                    Continua  




  


sábado, 4 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Museu da Timbre


Recanto do Museu da Timbre.
Pode visitá-lo no último andar do edifício 

Clique na foto para ampliar 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Trásdaponte - Época Festiva


Para terminar a série "Época Festiva", não fica mal
recordar um Grupo de gente da "Terra", antigos
músicos da Timbre e da União.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Época Festiva


                                                                A Festa Continua
                                                                    

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Época Festiva



Orquestra Jazz  GLENN MILLER

Na déc. de 30 do séc. XX era criada nos Estados
Unidos, a mundialmente famosa "Gleen Miller Orchestra".
Inspiradora de centenas de outras orquestras em todo o mundo.


                                                                                                                                                              



Orquestra Jazz  "OS ARANHAS"

Na déc. de 30 do séc. XX, foi criada em Trásdaponte no Seixal,
na Timbre Seixalense, constituída na sua totalidade por operários
corticeiros, a orquestra Jazz "Os Aranhas",que durante as déc.
de 30, 40, e 50 percorreu o país exibindo a sua classe.
Ao contrário da orquestra Gleen Miller os "Aranhas" não
tinham um instrumental tão completo.Não tinham 4 trombones,
não tinham 4 trompetes não tinham 4 saxos. Mas tinham o
João Tavares conhecido como o Glenn Miller português.
Quanto aos bailes, não sei se lhes diga, se lhes conto.

Bem, mas a orquestra que vamos ouvir é mesmo a do Grande
GLENN MILLER.

Cliquem no vídeo porque vale a pena.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Época festiva


Como a época é festiva, dizem, aqui fica uma
musiquinha, bastante antiga, mas actual.Até quando
não sabemos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Almoço de Natal







Elementos do Grupo Desportivo Trásdaponte
em mais um repasto, desta vez a desculpa é a quadra natalícia.
A avaliar pelas fotos o tinto turvou.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Concertos de Natal


Programa de Concertos para o Natal de 2013
Banda da Timbre Seixalense e o Grupo de Teatro
a "Muleta"

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sábado, 7 de dezembro de 2013

ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE

POR CIMA DOS TELHADOS ( 2 )



                                                                  Artur Marques

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Trásdaponte - Timbre Aniversário


Mais uma foto acabada de sair da tal caixa de papelão.

Estamos no princípio da déc. de 40 do séc. XX. Neste salão
que se encontra à pinha, comemora-se mais um aniversário
da Colectividade. Reconheço alguns dos presentes, a Arnalda
o Francisco Nobre o Zé Moura, vejo também a minha tia
Saturnina e o meu tio Mariano, etc.

Este era o dia dos discursos empolgantes, discursavam os
homens da casa e outros convidados. O representante da
Federação das Colectividades,era, um dos oradores, que mais
aplausos arrebatava da assistência. Discursava ainda o
Capitão Louro, sempre mais para lá do que para cá, mas no
fim, "arrancava" alguns aplausos.Um dos homens da casa,
com direito a discurso,era o Militante Republicano
Emílio "funileiro", que começava por pedir desculpa, porque
o discurso vinha escrito em papel de embrulho.
O momento alto estava guardado para o fim,o concerto pela
Banda da Timbre.

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Trásdaponte - Travessa da Ermida


Um visitante e leitor do Trásdaponte, enviou-nos
esta foto. A Travessa da Ermida,que se vê ao
fundo, liga o Largo da Igreja à Rua Cândido dos
Reis.
Chama-se Travessa da Ermida,por ali ter existido
uma Ermida até ao princípio do séc. XX.

Todos os leitores,que tenham fotos ou queiram
contar alguma estória relacionada com Trásdaponte
podem fazê-lo, utilizando o endereço indicado no
Blogue.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Trásdaponte - Encontro de Bandas




Já que estamos na onda dos Encontros de Bandas,
publicamos hoje três fotos da Banda da Timbre, presente,no
XIX Encontro da Amareleja, que se realizou no passado
mês de Outubro dia 5.
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Trásdaponte - 6º Encontro de Bandas em Casainhos

Realizou-se no passado domingo 10 - 11 - 2013
o 6º encontro de Bandas em Casainhos a Banda da
Timbre Seixalense esteve presente


Banda da Timbre Seixalense em Casainhos 

domingo, 10 de novembro de 2013

Trásdaponte - Noticias do Seixal


Recuemos ao ano de 1960. Nascia no Seixal uma publicação
( com vida curta ) que pretendia informar sobre as
actividades no Concelho.

De entre as várias noticias que, este primeiro nº nos oferece,
vamos escolher uma que, tem como cenário o Parque do
Grupo Desportivo Mundet.
Aquelas noites mágicas de Verão em Trásdaponte, foram
inesquecíveis para quem as viveu. Em noites de hóquei em 
patins, as bancadas ficavam à cunha,do princípio ao fim do
jogo os adeptos apoiavam a equipa, nervos à flor da pele, 
sem faltarem os habituais mimos ao Sr. árbitro.
A reportagem que vamos ler, refere-se a um jogo entre a Mundet 
e Grupo Desportivo de Oeiras em que a Mundet venceu por 4 a1.

"Prossegue com regularidade o Campeonato Regional do Sul
e como facto mais saliente até este momento aponte-se a
invencibilidade do Grupo Desportivo Mundet.
No encontro disputado ontem no Seixal, os visitantes com uma
bola atirada de longe a que José João se fez mal, abriram o activo
logo nos primeiros minutos, defendendo-se depois muitíssimo
bem sem deixarem de atacar perigosamente. No entanto os
nossos representantes demonstravam maior sentido de penetração
e se não conseguiram igualar no primeiro tempo devem-no à
grande exibição do guarda-redes contrário.
No recomeço do jogo os seixalenses forçaram mais o ataque e a
uma bola atirada por Leonel, Nogueira ao interferir fê-lo com
tanta infelicidade que anichou a bola na sua própria baliza.
Este tento galvanizou os locais que logo na jogada imediata se
colocaram em vencedores, não deixando até final de patentear
personalidade e confiança, optando pela retenção de bola na sua
defesa para depois assaltarem com rapidez e intenção o reduto
contrário, o que lhes valeu mais dois golos,estabelecendo um
resultado que se ajusta ao desenrolar do jogo.
Os locais alinharam com: José João, Cavalheiro, Chagas,
Gonçalves e Leonel"

Na classificação, a Mundet em 1º com 20 pontos,
seguindo-se, Campo de Ourique, P. de Arcos, Benfica,
Oeiras, Sintra, Cuf, Sporting, Cascais, F. Benfica,
Parede. S. de Torres.




Esta foi a primeira equipa do Grupo Desportivo Mundet

em meados da déc. de 50 do séc. XX.
Campeões da 2ª Divisão Regional do Sul, era seu
treinador Olivério Serpa, nome maior do Hóquei Nacional.
Os seus nomes: Álvaro Fava, Ilídio, Victor, Milheiro,
Lima, Álvaro Pereira e Álvaro Cavalheiro.



 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Trásdaponte - Timbre Seixalense


Mais uma foto que saiu da caixa de papelão.
Trata-se do Grupo Cénico da Timbre. A época talvez o final
da déc. de 60 do séc. XX.
Em pé no palco estão: José Calqueiro, Adelino Tavares, ...
Manuel "Gavião", Avelino Serra e Luís Rosa
Os músicos: Arsénio, Victor, Germano Sado, João Sado,
Raimundo, Fabrício, Vieira e o maestro António Silva.

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