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O ano é o de 1998,os jovens na foto, são da Sociedade Timbre Seixalense. Trata-se de um Concerto de Natal Clique na foto para ampliar |
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Trásdaponte - Concerto de Natal
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Trásdaponte- "A pequena janela do Beco do Alpendre"
A "Pequena janela do Beco do Alpendre", é um conto de Ângela Piedade,
uma Trádapontense, nascida na Rua 1º de Dezembro.
O Conto será publicado em duas partes
A pequena janela do Beco do Alpendre
Parte 1
A prima Idalina, num destes dias, colocou a foto do Beco do
Alpendre e eu fiquei a olhar… a olhar e a achar que me fazia recordar algo, mas
o que seria? A degradação avançada, o caricato dizer, “condomínio fechado”, com
gradeamento, não faziam parte da minha memória…mas se era o Beco do Alpendre,
onde estava a janelinha da cozinha da Taberna do Elói? Sem essa janela já não
era o meu Beco!
Hoje Domingo, fui almoçar ao Pestana, (Solar dos Reis…não
faço por menos!), e quando saía do restaurante, cheia de curiosidade, lá fui
dar uma corridinha até ao Beco do Alpendre, na ânsia de a minha memória não me
atraiçoar, (com a idade já muita coisa falha!) a janela que eu procurava e não
aparecia na foto, ainda existia, ela estava lá quase rente ao chão, a mais
pequena do beco com um gradeamento, logo a primeira janela do lado direito
quando se entra e que a foto, se calhar por acharem-na insignificante, cortou.
Aquela janela… pequena felicidade de algo da minha infância,
que teimosamente perdurou e por instantes, permitiu-me uma viagem no tempo, dos
7, 8 anos, a escola primária…
A Amélia e a Carolina eram da classe da D. Aurora, a nossa
querida professora, com uma paciência infinita para nos aturar e o melhor: não
dava reguadas! Findas as aulas, trabalhos de casa e a seguir brincadeira!!!
Muitas foram as vezes que em vez de ir depois das aulas, para
casa da minha avó Maria na Rua 1º de Dezembro, rumava directo com a Amélia para
a taberna dos pais, a Taberna do Elói e esse era sempre dia de festa. Naquela
mesa comprida de mármore junto à janela a um canto, fazíamos os trabalhos de
casa, sob a vigilância atenta da D. Ludovina, mãe da Amélia, que ralhava
connosco, estávamos sempre na gargalhada…
No final da tarde, chegavam os operários para comerem
uma bucha, traziam uma navalhinha no bolso e com ela cortavam os queijos com um
ar rançoso que havia dentro de um frasco com azeite, no balcão da taberna, num pires,"jaquinzinhos" coisa pouca, um pedaço de pão e o famoso copo de três.
continua
Ângela Piedade
domingo, 25 de novembro de 2012
Trásdaponte - Timbre - Grupo Cénico
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Trásdaponte - Timbre Seixalense 1ª Sede
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Trásdaponte - Pescadores de Água Doce
domingo, 18 de novembro de 2012
Trásdaponte - Seixal 1900
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Trásdaponte - Timbre - Banda
sábado, 10 de novembro de 2012
Trásdaponte - Baile da Pinhata 1963
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Trásdaponte - "Damas ao Bufete"
sábado, 3 de novembro de 2012
Trásdaponte - Timbre - Baile 1963
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Trásdaponte - Escola de Música 2
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Trásdaponte - Encontro de Bandas
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Trásdaponte - Exposição de Fotografia
sábado, 20 de outubro de 2012
Trásdaponte - XIII Encontro de Bandas do Seixal
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Trásdaponte - Barbearias 2
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Trásdaponte - Festa de Homenagem
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Trásdaponte - Estórias com Gente de Trásdaponte
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
LARGO DA IGREJA ANOS 50 SÉC. XX
de Eduardo Palaio
Parte 2
Agora que já estou melhor num intervalo dos deveres da escola
que são muitos já tenho tempo para descrever à senhora minha
avó Jesus o sítio onde vivemos aqui no Seixal. O prédio é o maior
que aqui há no Largo da Igreja o meu pai que ainda agora chegou
havia de gostar mais que o largo se chamasse Largo do Coreto a
avó já sabe como ele é e tem dois andares e águas furtadas que
não dá para avistar pois a um que comece a recuar para as ver
acaba por bater com as costas na igreja sem as ver.Se o prédio
caísse inteiro batia na igreja veja a avó como fica mesmo em
frente. Do meu quarto e do meu irmão pela janela grande que é
toda envidraçada vê-se o rio que é logo a seguir à pequena rua
onde fica a entrada da Câmara Municipal. O largo tem cinco
saídas o que é o mesmo que dizer que tem cinco entradas aqui
bem no largo temos a tal padaria e a dita taberna de que já falei
uma farmácia mais uma barbearia uma escola da sogra do
senhor Necas uma mercearia grande do senhor Mário uma
casa de máquinas de costura dum senhor Pereira uma casa
caserna da guarda republicana a Câmara um coreto de banda
de música e uma cadeia onde às vezes estão um que se
chama ladrão alto outro é o senhor Pinho e o que falta é um
a que chamam Texugo que anda em bicos dos pés a mais das
vezes a falar alto e contra o Salazar. No nosso prédio de viver
vivem um senhor muito educado no mesmo andar do nosso que
se chama Manuel Rebelo e tem mulher e uma filha que é
quem eu mais conheço e o meu pai também depois os Penholas
os Sesimbras e por cima do senhor Rebelo o senhor Américo
Capucha não sei se capucha é nome ou é alcunha o mesmo
para o senhor texugo aqui muita gente é conhecida por alcunhas
só falando nos que moram no nosso largo os nossos vizinhos
já ouvi chamarem pelos fadistas que moram por debaixo do
Severa ( não sei se é alcunha ) e por cima dos Cága-Apitos
desculpa avó mas é assim que dizem depois hà os Coelha
Branca os Santolas e no prédio ao lado uma senhora Coça e
em frente um que é o senhor Chico Bruxo que vive com umas
irmãs coitadinhas se lhe chamam bruxas e ao lado por cima
da farmácia um Vai-te Vai-te e do meu lado direito os
Cambalachos ( não sei se é nome se alcunha ) o Salustra deve
ser alcunha porque já o ouvi chamar de Jesuíno e deve
haver mais e o largo é quase quadrado e se eu for andar
devagar quando tiver contado até vinte já percorri o
comprimento todo.
Falando de alcunhas esta é a terceira terra onde vivemos e
tal como a terra da avó e da família que é a Figueira da Foz
tem também um rio e o mar está perto só que não se vê
talvez por isso as pessoas daqui chamam mar ao rio
depois de tanta mudança espero que desta vez seja para
ficar assim o desejo desde o dia em que chegámos da
Figueira. De cada vez que mudamos sai-se de uma terra e
perdemos os amigos o que é mau e triste e também em
mudando fica para trás as alcunhas que tínhamos o que é bom.
Um rapaz de cabelo encaracolado que se calhar por isso
tem o nome de Ariolindo quis-me meter uma alcunha foi a
alcunha do "marroquino" ( acho que pensam que viemos
de Marrocos ) o pai dele tem mesmo aqui numa rua para
que dá o nosso largo uma barbearia e tem um bigode à
hitler e a alcunha de Tapum ( é o senhor Cézar Tapum )
e veio logo o filho dele o tal Ariolindo a querer
meter-me uma alcunha!
Cumprimentos do meu irmão e de todos cá de casa e meus
do neto Eduardo e espero que esta a encontre de boa
saúde senhora minha avó.
FIM
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Trásdaponte -Timbre - Biblioteca
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Trásdaponte-Joaquim Boga - Republicano
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Trásdaponte - Timbre - Acordai
Ao ver este vídeo de 29 - 9 - 2012, veio-me à memória uma estória
passada na Timbre, contada pelos mais velhos à volta de uma
mesa, na companhia de uns copos e umas lambujinhas.
Corria a déc. de 50 do séc. XX. Domingo, tarde Cultural com o
coro da Academia de Amadores de Música, de Fernando
Lopes Graça,( amadores mas muito competentes ).
Por hábito nas tardes Culurais da Timbre,era oferecida aos participantes
uma flor,normalmente de papel,claro que era esperado um donativo,
para ajudar nas despesas.Nesse dia, e como o tempo era de Primavera,
as flores de papel foram substituídas por centenas de papoilas colhidas
ali mesmo ao lado na quita do Sousa.
Acontece que, uma "alta individualidade" lá da terra resolveu ir
assistir a essa tarde Cultural Timbrense. A meio da sessão resolveu sair
comentando para um amigo " vamos embora porque isto cheira
muito a vermelhos".
Ao ver o vídeo pergunto. Será que ao agente também lhe cheirou
a vermelhos ?
as flores de papel foram substituídas por centenas de papoilas colhidas
ali mesmo ao lado na quita do Sousa.
Acontece que, uma "alta individualidade" lá da terra resolveu ir
assistir a essa tarde Cultural Timbrense. A meio da sessão resolveu sair
comentando para um amigo " vamos embora porque isto cheira
muito a vermelhos".
Ao ver o vídeo pergunto. Será que ao agente também lhe cheirou
a vermelhos ?
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Trásdaponte - Timbre Seixalense - Banda
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Trásdaponte - Estórias com Gente de Trásdaponte
ESTÓRIAS COM GENTE DE TRÁSDAPONTE
LARGO DA IGREJA ANOS 50 SÉC. XX
de Eduardo Palaio
Parte 1
Senhora minha Avó
Em primeiro lugar estimo que esta a encontre de boa saúde,
nós estamos bem, felizmente.Estou-lhe a escrever esta carta
porque a minha mãe mandou que assim o fizesse e até era
para ter escrito há mais tempo mas como apanhei asiática só
só agora o estou a fazer. Apanhei a gripe num dia em que tudo
me correu mal em que eu saí fechei a porta de casa desci os
degraus grandes de pedra que se alargam em muito escuro
e depois saí à rua pela porta muito larga e alta também e
fui ao pão foi atrás de mim um gatito preto chamado
chico que é do senhor Manuel que é o dono da taberna
que por ter uma grande chave se chama chave de ouro
que fica no mesmo prédio logo à direita de quem sai o tal
portão grande e por debaixo da nossa casa que é no primeiro
andar. À porta da taberna tem um banco corrido e aí às vezes
me sento e vem ter comigo o gatito que se chama chico.
Ele já me conhece anda atrás de mim como se fosse um
dos cachorrinhos que já tivemos e que tinham todos os
nome de mondego ( ou foi em Sintra ou em Pero Pinheiro
ou aí na Figueira, aí não que não tínhamos quintal e não foi
na Figueira que eu apanhei a febre da carraça ).
Nesse dia assim fui e o gatito chico acompanhou-me até
à padaria e eu sempre a ver se ele não fugia para o largo
da praça e por isso me distraí.
Pedi o pão saco de pano numa mão e o dinheiro na outra
"eu queria faz favor duas carcaças de dezasseis" assim disse
à senhora que fala a modos de ser espanhola e se chama
dona Júlia e já ia a sair a porta com o pão quando ela me
gritou com uma voz como se fosse um pavão daqueles
que há no parque do Palácio da Pena:" ó menino
esqueceste-te do troco!" maneira dela falar para me dizer
que me ia embora sem pagar e a verdade é que ia a sair
distraído que estava com os três mil reis e mais os dois
tostões na mão que vergonha voltei atrás senti que estava
vermelho que nem um tomate a cara abrasava-se-me
quem estava ao balcão quando eu voltei atrás estavam
todos a rir. Acho que foi por isso que apanhei mais
facilmente as febres da asiática há quem não a tenha
apanhado.
continua
Clique na foto para ampliar e poder visualizar o nome
de alguns moradores do Largo
Clique na foto para ampliar e poder visualizar o nome
de alguns moradores do Largo
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Trásdaponte - Situação Social do País
sábado, 22 de setembro de 2012
Trásdaponte - Aranhas
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Trásdaponte - 25 de Abril
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Trásdaponte - Aranhas
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Trásdaponte - Panorâmica
Trásdaponte - Eduardo Palaio
Ainda a propósito do prémio ganho por Eduardo
Palaio, com o seu livro Caixa Baixa.
Publicamos uma entrevista dada pelo escritor
à RTP
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Trásdaponte - Viagem ao Talaminho
domingo, 2 de setembro de 2012
Trásdaponte - T. Seixalense - Banda
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Trásdaponte - T. Seixalense - Escola de Música 1
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Trásdaponte - Elso Roque
domingo, 19 de agosto de 2012
Trásdaponte - Pôr do Sol
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Trásdaponte - Ângelo
domingo, 12 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Trásdaponte - Ainda a Marcha das Canas
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